MoE na PUC Minas. Quem disse que é só pra criança!

Durante o 2º semestre de 2013 e o 1º semestre de 2014 fui chamada para lecionar na PUC Minas. O convite foi motivo de grande alegria, e lá, na disciplina de Artes Cênicas (disciplina eletiva) tive contato com alunos de diversos cursos da licenciatura: História, Geografia, Pedagogia e Letras.
No programa, grandes nomes do teatro como Stanislavski e Brecht. Para adentrar mais para o lado social, estudamos Augusto Boal, alguns de seus exercícios, e tipos de teatro (Jornal, Invisível, Forum).
Pensando no lado pedagógico, já que sou pedagoga e estava ali junto a futuros profissionais do ensino, Não pude deixar de introduzir a metodologia do MoE aos alunos. Como sempre o tempo é curto, mas foi suficiente para mais uma vez semear.
Fiz com eles uma sessão em sala de aula na qual dividimos a turma em 2 grupos. Um assistia e anotava e o outro se envolvia na trama. O tema: uma investigação policial baseada em fatos reais. Nossa equipe de especialistas tinha uma missão: saber o que havia de fato acontecido com as crianças do sul do Brasil que tinham desaparecido. Sequestradas? Molestadas? Mortas? Tráfico infantil?
A turma se envolvera a tal ponto que, quando deu a hora de finalizarmos uma aluna me disse passando as mãos nos olhos; “Nossa professora! Fiquei tão envolvida que agora que minha ficha caiu que quando eu chegar em casa não terei que, de fato, pesquisar sobre essas crianças!”.

Há quem duvide que MoE funcione com todos. Eu, não mais. Depois de viver na pele sessões coordenadas por Luke no Ringsfield Hall em 2011 (ver post aqui e aqui) e de poder guiar este grupo, tenho a certeza de que, quando se planeja pensando no grupo, atinge-se o objetivo esperado. Nessa sessão de MoE os alunos redigiram textos, elaboraram hipóteses, discutiram seus pontos de vista, e atuaram enquanto equipe. Nossa sessão era uma sessão teste, e se ela funcionou? Bom, a pergunta da aluna no final da aula responde por mim.

Tive notícia há pouco tempo de que um grupo de alunos de história publicou um artigo sobre a utilização do MoE em uma escola. Eles trabalharam o sistema Feudal, e levantaram, em suas conclusões, a esperança de melhorar o ensino em a prática de metodologias envolvedoras como o MoE. Vale a leitura (clique aqui).

2017-08-22T14:20:39+00:00

Sobre o Autor:

Sou Mestre em Teatro Aplicado na Educação, Comunidades e Sociedade pela Goldsmiths, University of London, pós-graduada em Arte-educação, Pedagoga, Publicitária, Educadora, Professora de Teatro, Diretora e Atriz. Meu maior desafio até hoje foi o de descobrir como unir todas minhas habilidades e paixões. O mestrado foi um pontapé importante, mas minha curiosidade foi o gatilho para que eu encontrasse aquilo que procurava. Não dizem por aí que "Quem procura acha"? Meu grande "achado" foi o MoE, uma metodologia de ensino que une minhas paixões: educação, dramatização e criatividade. Será este o espaço que utilizarei para compartilhar com você o que sei, e espero causar em sua cabeça um turbilhão de dúvidas para que a sua curiosidade o leve (quem sabe?) a encontrar também no MoE, seu novo caminho.

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