O 1º MoE no Brasil: com os Pequenos

Você vai gastar menos de 2 minutos para ler esta experiência no Brasil. Pode-se dizer que a primeira utilização do MoE no país!

A chance de trabalhar em sala de aula era o que estava faltando. Aplicar o MOE é imprescindível para saber até que ponto ele pode ou não funcionar. Na Inglaterra tive a chance de vê-lo em prática e praticar (leia post), mas não no Brasil, com nossas crianças, nossas escolas, nossa infra estrutura.

Tive a chance de realizar uma sessão de MoE com crianças em uma escola bilíngue onde trabalho. A experiência, confesso, não foi fácil. As crianças tinha 2 anos, e correram para um lado, outros para outro, mas isso não me abalou. Utilizando a linguagem do “ponto de vista”, ensinada a mim por Dorothy e Luke, pude trazê-los para o mundo imaginário tão presente na infância. Nosso time de experts colaborou com um amigo, também imaginário, que precisava entender o que era alto e baixo (este era o tema curricular a ser trabalhado com eles). O amigo, que tinha nos enviado uma carta pedindo ajuda, estava apavorado porque tinha que cumprir a tarefa de organizar o local de trabalho, mas não sabia como.
Fomos “de carro” até seu escritório, e construímos torres altas e baixas com sucatas disponíveis. Nosso amigo, que estava muito ocupado e não podia estar presente no local, enviou-nos posteriormente uma carta de agradecimento. Isso abriu espaço para podermos ainda dar continuidade ao acontecimento em outras circunstâncias. Fiquei muito feliz em ver que o MoE dá de fato certo em qualquer lugar (pelo menos todos que vi!).
Agora, meus planos estão em levar o MoE para outras escolas que queiram experimentar algo novo. A área do business também pode se nutrir, e muito, do MoE, utilizando a metodologia para vivenciar situações de crise, trabalho em equipe e o bom funcionamento como um todo. Novos campos e novos caminhos podem se abrir. Espero que em breve!
Escrito em 15/06/12, revisado em 15/08/17
2017-08-22T14:20:59+00:00

Sobre o Autor:

Sou Mestre em Teatro Aplicado na Educação, Comunidades e Sociedade pela Goldsmiths, University of London, pós-graduada em Arte-educação, Pedagoga, Publicitária, Educadora, Professora de Teatro, Diretora e Atriz. Meu maior desafio até hoje foi o de descobrir como unir todas minhas habilidades e paixões. O mestrado foi um pontapé importante, mas minha curiosidade foi o gatilho para que eu encontrasse aquilo que procurava. Não dizem por aí que "Quem procura acha"? Meu grande "achado" foi o MoE, uma metodologia de ensino que une minhas paixões: educação, dramatização e criatividade. Será este o espaço que utilizarei para compartilhar com você o que sei, e espero causar em sua cabeça um turbilhão de dúvidas para que a sua curiosidade o leve (quem sabe?) a encontrar também no MoE, seu novo caminho.

2 Comentários

  1. Jacqueline Ribeiro 19 de setembro de 2017 em 21:42- Responder

    Estou bem curiosa a respeito deste assunto completamente novo pra mim.

    Pelo que vc ja falou eu percebi que o grande lance é o imaginário e seu alimento: a criatividade.

    Eu explorei o imaginário dos meus filhos quando bem pequenos. Todas as noites eu inventava estorias a partir de um objeto qualquer que fosse significativo para eles. E o foco era ilustrar uma lição de moral, por exemplo o amor próprio.

    E eu fazia pausas no meio das frases, para que eles próprios criassem as situações e as respectivas soluções. Eu dava continuidade e a estoria se prolongava. Ate eles dormirem.

    Agora vejo que isto foi proveitoso.

    Acho que vou gostar deste moE.

    • Roberta Luchini 21 de setembro de 2017 em 06:10- Responder

      Que legal Jacqueline! Tenho certeza de que seu incentivo não foi em vão.
      Continue acompanhando a série de vídeos e compartilhe com outros amigos que, assim como você,
      acreditam na importância da criatividade! Espero que o MoE seja mais que interessante, útil para
      suas atividades e descobertas. Vem comigo! Abç,
      Roberta.

Deixar Um Comentário